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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Arinae
 Gray, 1840
Espécie: P. pfrimeri

Nome Científico

Pyrrhura pfrimeri
Miranda-Ribeiro, 1920

Nome em Inglês

Pfrimer's Parakeet


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Em Perigo

Fotos Sons

Tiriba-de-pfrimer

A tiriba-de-pfrimer é uma ave psittaciforme da família Psittacidae.

Também conhecida como tiriba-pequena e periquito-guerreiro.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) pur = fogo; e ilia, ile = flancos, flanco; pyralia em latim significa tochas; e de –ouros, oura = com a cauda, cauda; e de pfrimeri = homenagem ao brasileiro coletor de espécimes, Rudolf Pfrimer (fl. 1919). ⇒ (Ave) de Pfrimer com cauda vermelha.

Características

Uma das menores espécies do gênero Pyrrhura, mede 22 cm de comprimento. Possui coroa azulada até a nuca, face castanha e arroxeada, dorso verde e vermelho-arroxeado, pescoço estriado de penas verde e branco, bico negro e cauda vermelho-azulado nas pontas, as primárias das asas são azuis com pontas azul-cobalto. Em todas as situações de observação da espécie é necessário estar atento pela incidência solar sobre as cores das penas que variam de acordo com a luminosidade do sol. Similar à tiriba-de-orelha-branca, da qual foi recentemente separada.

Alimentação

Alimenta-se de flores, frutos e sementes, por vezes no chão e geralmente em grupos.

Reprodução

Hábitos reprodutivos…

Hábitos

Ocupa uma pequena área na qual grande parte de seu território foi e continua a ser devastado. Os trabalhos em curso sugerem uma população estimada em menos de 50.000 indivíduos restantes, o que representa uma queda de até 75% a partir de estimativas de 1998. É restrita a matas decíduas ou semi-floresta seca decídua que cresce sobre afloramentos de calcário ou em solos derivados até 700m de altitude. Este tipo de mata normalmente tem um dossel fechado (onde vive a espécie) e sub-bosque denso com cipós e alguns cactos, particularmente em áreas perturbadas. É ameaçada pelo desmatamento da mata seca para extração seletiva de madeiras, como a aroeira (para ser utilizada na confecção de mourões de cerca), incêndios e conversão de habitats em pastagem. Em Goiás a área de mata seca diminuiu de 15,8% da cobertura vegetal na região em 1990 para apenas 5,8% em 1999, e menos de 1% dos fragmentos remanescentes foram maiores que 100 hectares. O rápido desmatamento está ocorrendo destinado à criação de pastagens e a queima generalizada para melhorar a área do pasto.

O desmatamento permanece como a maior ameaça à espécie, ainda que seja capturada - em pequena escala - para o comércio ilegal de animais de estimação. Restam apenas 40% das florestas originais da região e o que restou continua sendo destruído ou explorado para permitir a expansão agropecuária e, especialmente, para a extração de aroeira. As florestas em áreas planas e as matas de galeria são as mais impactadas, com as melhores matas restando nas áreas escarpadas e rochosas. Pyrrhura pfrimeri e outras espécies de psitacídeos costumam se alimentar em plantações e acabam sendo perseguidas como pragas na região. O fogo criminoso é outra ameaça identificada no local. O Parque Estadual de Terra Ronca, principal refúgio da espécie, conta apenas com cerca de 20% de sua área regularizada e há presença de gado dentro de seus limites, nas áreas ainda não indenizadas. A exploração de soja incentiva o desmatamento e os agrotóxicos oriundos das lavouras do topo da serra contaminam cursos d'água, escarpas e porções mais abaixo.

Distribuição Geográfica

É uma ave endêmica restrita à estreita faixa de mata seca, perto da Serra Geral, nos estados de Goiás e Tocantins. Em Goiás ocorre até Cristalina.

Referências

Galeria de Fotos